Canola ganha espaço entre produtores brasileiros
11/12/2025
09:00:00
RBS Conteúdo para Marcas.
Abrascanola comemora 15 anos de atuação e destaca crescimento significativo de áreas de cultivo, situadas principalmente no RS.
A Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Abrascanola) completa 15 anos em 2025 com motivos para celebrar. Consolidada como referência no ramo, a instituição vem acompanhando de perto toda a cadeia produtiva e promovendo estudos, capacitações e projetos relevantes sobre o tema.
– Na festa comemorativa, realizada em 28 de outubro, em Santo Ângelo, conseguimos perceber a força da Abrascanola, pois reunimos mais de 150 pessoas, entre parceiros, empresas sócias e autoridades. Além disso, lançamos nossa nova marca e realizamos um painel que contou com Erasmo Battistella, da Be8, falando sobre biocombustíveis e futuro, e Emílio Figer, da Celena Alimentos, compartilhando reflexões sobre alimentos, cadeia produtiva e sustentabilidade – destaca o presidente da Abrascanola, Vantuir Scarantti.
Acesse o site da Abrascanola e conheça o trabalho da associação
Nesta entrevista, Scarantti fala sobre a trajetória da associação, compartilha planos para o futuro e conta como a Abrascanola chegou em um momento de crescimento que deve dar as diretrizes para o setor da canola no Rio Grande do Sul e no Brasil.
Quais foram as principais conquistas da Abrascanola ao longo desses 15 anos?
Foram 15 anos de trabalho árduo. O primeiro marco foi quando a associação fez o encaminhamento do zoneamento agroclimático da canola. A partir daí, começamos a trabalhar os acessos a políticas públicas e incentivos. Também realizamos muitas ações para buscar o melhor do mercado para produtores, cerealistas e cooperativas, além de incentivar trabalhos com genética.
Como a Abrascanola tem atuado por meio de parcerias com universidades, pesquisadores e empresas nos últimos anos?
Fortalecemos trabalhos, damos suporte e incentivamos a cultura. Já organizamos ensaios tanto na região de Passo Fundo como em outros locais, incluindo Minas Gerais e Santa Catarina. Hoje, atuamos em parceria com universidades e temos vínculo com a Embrapa Agroenergia, de Brasília (DF), que realiza várias pesquisas voltadas ao tema da canola.
Qual é o impacto econômico da canola para os produtores rurais?
Hoje, estamos muito presentes no Rio Grande do Sul, que concentra mais de 90% da produção brasileira de canola. Entretanto, também trabalhamos com a Embrapa em um projeto de tropicalização da canola na região Centro-Oeste.
Se olharmos para o território gaúcho, com os cenários que tivemos nos últimos anos, a cultura da canola tem deixado uma boa rentabilidade ao produtor. Ao analisarmos quesitos como insumos, sementes e defensivos, observamos que o produto tem dado um retorno muito satisfatório para a cadeia. Tanto é que a nossa previsão para o ano que vem é de que a área de cultivo passará de 225 mil hectares para algo próximo de 400 mil hectares.
Há mais expectativas de crescimento para o setor?
A expectativa é de que a safra atual, que está concluindo a colheita, tenha rendimento de até 1,6 mil kg por hectare de área semeada. Isso vai deixar uma boa margem ao produtor. Consequentemente, já estamos com uma previsão muito positiva de implantação para o ano que vem. É impressionante ver que os produtores estão fechando a safra atual e já programando a de 2026. O fato de eles terem um planejamento antecipado era um dos nossos sonhos, que agora está acontecendo.
Quais avanços a associação tem obtido na defesa de políticas públicas e regulamentações que favoreçam a cadeia produtiva?
Estamos atuando em várias frentes. Participamos, por exemplo, do Comitê Minor Crops Brasil, na parte de regularização de produtos. Também contamos com uma cadeira na Câmara Setorial da Cadeia de Oleaginosas e Biodiesel. Além disso, lutamos pela questão da redução de impostos, já que a cultura ainda conta com algumas tributações que as outras não têm. Temos feito um trabalho para que todos tenham acesso à canola.
De que forma a nova marca reforça pilares da Abrascanola no agro?
Pensamos em inovar, mas sem desmerecer a marca antiga. A nova logo, inclusive, tem uma abertura como um todo, pois já temos a ideia de ser uma associação latino-americana. No ano passado, por exemplo, nosso simpósio foi no Paraguai. Já em 2027, será na Argentina. Isso mostra como estamos buscando ampliar ainda mais o trabalho da associação. Por isso, dentro da marca, trouxemos inovação e o desejo de fortalecer os laços com a América do Sul e os países produtores, além de criar algo sustentável e agradável para esse momento de crescimento.
Quais são as expectativas da associação para o futuro?
O setor do agronegócio de canola terá um crescimento muito importante ao longo dos próximos anos, com novos players e investimentos que devem fortalecer ainda mais esse ramo. Como associação, seguimos com a missão de ser o elo da cadeia, trazendo políticas públicas de incentivo, indicando aos nossos associados os melhores caminhos e articulando essa caminhada de sucesso e crescimento.
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